O Livro Que Talvez Eu Releia

Ler, reler um livro várias vezes não me cai bem. Não me é prazeroso.

Ainda que desde a infância eu tenha o gosto pela leitura: histórias infantis, revistas em quadrinhos, livros da literatura clássica brasileira e mais tarde, livros funcionais.

No tempo escolar foram muitas pesquisas, leituras e resumos. Era necessário reler. Talvez aí tenha nascido um certo arredio à repetição do ler.

Hoje se precisa, releio parágrafos de um livro que esteja lendo. Mas, como toda regra tem exceção, há um livro que eu poderia reler: Capitães da Areia, de Jorge Amado.

A obra retrata a vida de um grupo de meninos que vivem nas ruas de Salvador, abrigando-se em um trapiche e sobrevivendo de pequenos furtos. Eram conhecidos como os “Capitães da Areia.”

Ainda hoje, temos muitos “Capitães da Areia” à margem da sociedade. Por isso talvez ainda eu releia essa obra, porque sua temática é atemporal…e, no fundo não deveria ser.

Mas…quem sabe? Talvez eu mude de gosto ou de conceito, seja lá o que for e releia mais livros.

Afinal, já li tantos…que perdi a conta.

Qual livro você poderia reler várias vezes?

Melhor Ou Pior É Relativo

Melhor ou pior é relativo. O que para nós parece pior, para o outro pode ser melhor.

Já criaram um coelho em casa com um belo quintal com frutas, flores ou até uma horta? Criem e após algum tempo, ao caminharem por ele, sentirão seus pés afundando em buracos por todo o terreno. Se for em apartamento, todo ele virará um verdadeiro pitipoá.

se for uma caturrita, tipo papagaio e em seu passado recente tiver havido algum trauma, ela poderá bicar quem lhe aparecer pela frente.

O gato é independente. Sai a hora que lhe der na telha e volta quando bem entender que é hora. Se não estiver de bom humor, poderá lhe arranhar. E ao fazer-lhe um carinho, se ele ouriçar seus pelos é melhor deixá-lo de lado ou poderá até lhe morder.

se na mesma casa houver dois cães e um não for com o focinho do outro, poderão se engalfinhar para decidir quem manda e fica no território.

Para ficar com os dois será preciso enfrentar um grande desafio com muita paciência e amor.

Apesar de tudo, o ser humano em sua maioria, penso eu, não vive sem um animal de estimação.

Amo os cães. Costumo chamá-los de um outro tipo de gente. O amor neles é incondicional, são leais e nos devolvem à mais do que lhes damos.

No fim percebo que eu vivi tudo isso. Posso dizer. É muito interessante cuidar de um animal de estimação e amá-lo.

Que cada um de nós pense bem qual será o melhor animal de estimação para sua vida. Qual será?

Quais são os melhores e os piores animais de estimação?

Reagir, Passa. Agir, Permanece

Em muitos aspectos, cada um de nós é único, mas há momentos silenciosos ou urgentes, que nos revelam por inteiro e que nos distinguem e fazem a diferença.

Diante das decisões rápidas ou não, algo em nós se apressa. Não percebemos, reagimos. Acontece. Reagir é um impulso. Agir, pede calma, pede escuta, pede presença. Agir é concreto, é refletir, é fazer algo para resolver ou ao menos amenizar o momento.

No caminhar dos dias, entre o que sentimos e o que escolhemos fazer, é que a nossa singularidade toma forma. É no modo como agimos que nos tornamos únicos. Reagir, passa. Agir, permanece.

Quais aspectos você acha que tornam uma pessoa única?

O Que Me Faz Rir?

O que faz você rir?

Rir faz parte da humanidade, do ser humano, mas nem sempre fez parte do meu eu com facilidade. Na infância,era tímido, quase escondido, como se não soubesse morar em mim.

O tempo passou. E foi na maturidade que o riso encontrou o caminho. Hoje ele chega leve, solto e simples. Basta pouco. Uma cena qualquer, um detalhe esquecido, uma lembrança, uma piada e, muitas vezes, não é a piada em si, mas o que a envolve, o olhar, o momento…

Aprendi com o tempo , que o riso também muda, cresce, se abre, se permite. Hoje quando rio, não é apenas pelo que acontece fora, mas por algo que encontrou seu espaço.

O riso que hoje me habita, vem da vida bem vivida. E isso fica, a leveza do riso que não sabia chegar, mas que agora escolheu permanecer.

Autoria: Eva M. Z. Griep

Tecnologia, Ajuda?

A tecnologia como a conhecemos hoje, no uso diário, conectados, consolidou-se em nosso país no final dos anos 80 e expandiu-se nos anos 90.

Teve pouca presença no meu trabalho, mas na vida pós aposentadoria, ajuda e muito.

Costumo dizer que precisamos nos alfabetizar em tecnologia. Principalmente em idade mais avançada. Já passamos da juventude e estamos diante de uma nova era. Diante de jovens que parecem ter nascido prontos para um clic no dedo.

Diante dessa situação o risco de sermos analfabetos tecnológicos é grande. Penso que a tecnologia não vai estagnar como muitos imaginam. Ela segue adiante lado a lado com a humanidade.

Autoria: Eva Maria Z. Griep

A tecnologia mudou seu trabalho?

Habilidade Secreta

Se é secreta, eu nem devesse dizer, mas, vamos lá.

Tenho habilidade para ler, interpretar, escrever, mas, falta-me algo: processar e ao mesmo tempo com rapidez tudo o que chega até eu.

Porque quanto mais informação encontro, mais desejo compreender e nem sempre acompanho esse fluxo.

Quisera ser como um computador: com um software melhor.

Autoria: Eva Maria Z. Griep

Qual habilidade secreta você gostaria de ter?

POSITIVIDADE

Todos nós temos um lado Positivo e outro negativo. Uma palavra que me define, apesar de que precisaria de mais palavras para uma definição mais exata, seria a palavra positiva.

Em qualquer circunstância ou momento o que primeiro vejo ou sinto é o lado positivo de tudo. Durante certos problemas que surjam para resolver , quando a noite chega, deito e durmo. Amanhã eu resolvo.

E assim procedo. Isso faz com que realmente, vendo mais os aspectos positivos de qualquer questão e mantendo a calma respectivamente, a vida segue mais calma. Ser positiva, me define.

Autoria: Eva Maria Z. Griep

Escolhi o Céu

Conhecer meu país é mais do que um desejo, é um chamado. Percorrer distâncias que nos levam à sua história, com suas paisagens, seus lugares diversos e tão diferentes entre si. Lugares que ainda não conheço.

Todos os caminhos são possíveis.

O trem, com um rítmo mais lento, exibindo paisagens exuberantes aos poucos. O carro, oferecendo a liberdade das paradas programadas ou sugeridas ao acaso. A bicicleta sentindo a terra ou o asfalto, cada subida, cada detalhe do caminho.

Escolhi o avião. Escolhi o Céu.

Não pela pressa, mas pela perspectiva, pelo olhar diferente. Lá de cima a escala dos tamanhos se transforma. Traços de um desenho onde rios são linhas delicadas e cidades se tornam pequenas. Pequenos sinais da existência.

O que é longe passa a ser parte de um todo. O que é separado vai se tornando contínuo.

Nos faz perceber que pertencemos a um vasto território. Que existe um país inteiro que ainda não conhecemos.

Viajar de avião não é fugir do percurso, é aprender a vê-lo de outra perspectiva.

Autoria: Eva Maria Z. Griep

A Realidade Fica Para Trás

Por um tempo afasto_me dos ruidos externos. Minha mente entra em outro mundo, não pede licença. Escrevo já fora da realidade.

Criar é essencial, enquanto as palavras encontram seu lugar. Lá fora o que é urgente continua. Aqui dentro existe um outro espaço, o da imaginação.

Essa respira livre. Voa em liberdade e encontra seu lugar.

Quando escrevo fecho a mente para o mundo lá fora e abro uma janela para dentro do meu eu. Escrevo.

Esqueço da realidade por um tempo. O silêncio se faz presente, nascem pensamentos que os barulhos não deixam existir e as idéias caminham livres. Eva Maria zorzo Griep