Escolhi o Céu

Conhecer meu país é mais do que um desejo, é um chamado. Percorrer distâncias que nos levam à sua história, com suas paisagens, seus lugares diversos e tão diferentes entre si. Lugares que ainda não conheço.

Todos os caminhos são possíveis.

O trem, com um rítmo mais lento, exibindo paisagens exuberantes aos poucos. O carro, oferecendo a liberdade das paradas programadas ou sugeridas ao acaso. A bicicleta sentindo a terra ou o asfalto, cada subida, cada detalhe do caminho.

Escolhi o avião. Escolhi o Céu.

Não pela pressa, mas pela perspectiva, pelo olhar diferente. Lá de cima a escala dos tamanhos se transforma. Traços de um desenho onde rios são linhas delicadas e cidades se tornam pequenas. Pequenos sinais da existência.

O que é longe passa a ser parte de um todo. O que é separado vai se tornando contínuo.

Nos faz perceber que pertencemos a um vasto território. Que existe um país inteiro que ainda não conhecemos.

Viajar de avião não é fugir do percurso, é aprender a vê-lo de outra perspectiva.

Autoria: Eva Maria Z. Griep

A Realidade Fica Para Trás

Por um tempo afasto_me dos ruidos externos. Minha mente entra em outro mundo, não pede licença. Escrevo já fora da realidade.

Criar é essencial, enquanto as palavras encontram seu lugar. Lá fora o que é urgente continua. Aqui dentro existe um outro espaço, o da imaginação.

Essa respira livre. Voa em liberdade e encontra seu lugar.

Quando escrevo fecho a mente para o mundo lá fora e abro uma janela para dentro do meu eu. Escrevo.

Esqueço da realidade por um tempo. O silêncio se faz presente, nascem pensamentos que os barulhos não deixam existir e as idéias caminham livres. Eva Maria zorzo Griep















Carta aos Cem Anos

O que ficará aos cem anos. Entre o agora e o tempo que ainda virá, escrevo à mulher que serei.

Querida! Teu caminhar está sendo longo. Quando te escrevo, estou na estrada, passando do meio, com um olhar para o que já passou e outro para o horizonte que se desenha.

Imagino teus passos lentos, silenciosos, carregados de histórias que ainda não vivi. Penso e me pergunto: que memórias guardas agora, quais caminhos ainda lembras e quais se perderam no tempo.

Hoje caminho entre descobertas, um livro, a tecnologia que se abre para o mundo, a simplicidade de uma folha de outono que cai no quintal, uma idéia nova que surge. Talvez isso para ti seja lembranças de um tempo que se foi, mas espero que ainda conserve o mesmo brilho simples de agora.

Escrevo para saber se continua com o nosso olhar de curiosidade. Se encontraste beleza no vento que passa entre árvores e nas palavras nascidas dentro de nós. Desejo que tenha preservado a capacidade de parar, observar e sentir profundamente.

De onde estou deixo-te esta pergunta silenciosa. O que realmente ficou de tudo que vivemos? E se ao chegar aos cem anos, ainda restar ternura ao olhar o mundo, então saberei que o essencial permaneceu.

Eva Maria Z. Griep

Os Três

Três objetos importantes para o meu viver e penso que para outros também.

O celular. O celular carrega hoje em dia, o banco, anotações de uso diário, notícias, conversas, variadas redes sociais. O bem ou o mal advém do que fizermos com esse recurso.

A TV que se bem usada, nos favorece também para o bem, para adquirir conhecimento sobre variados aspectos.

O livro enquanto objeto, não vivo sem. Sempre preferi o livro físico, mas com o passar do tempo aprendi a usar também o não físico. O livro sempre vai nos servir para a vida, para ampliar o conhecimento e junto com o desenvolvimento tecnológico nos ajuda ainda mais.

Eva Maria Z. Griep

Partituras de Uma Vida

No tempo que se perde pelo tempo, vibram notas de uma partitura, notas que choram,que encantam e se encantam…

De manhã, esperança no coração. A tarde, dançarinas que não param de rodopiar em êxtase. A noite traz a calma.

Uma partitura de sons saudosos invade a alma. Nós tentando formar um acorde que na noite se aquieta. Estrelas brilham silenciosas, formando par com a lua. Afagam sonhos. Sonhos bordados por nós na canção da vida.

E nós tentando equilibrar entre o caos e o descanso. Nossa vida segue em constante música de uma partitura inquieta em movimento.

Que no final do tempo que se perde pelo tempo, essa partitura entoe vibrações de equilíbrio em uma última nota de uma música magistral na orquestra da Vida.

Autoria: Eva Maria Zorzo Griep

Bebida Favorita