O tédio me visita quando estou longe do que me nutre. Acontece ao não ler, nao escrever poemas, crônicas, temas que minha curiosidade, meu silêncio ou minha inquietude busca.
Não é simplesmente um tédio. É sensação profunda, como se algo estivesse solto por dentro, suspenso. Dias há que está tudo em ordem, mas falta movimento, ação. O tédio chega silencioso. Uma pausa que incomoda.
Na sua profundeza fico silenciosa, parada permaneço. Começo a divagar. Pensamentos despertam idéias variadas e diferentes.
Caminhos invisíveis vão se desenhando. O que antes era vazio, agora é um espaço fértil.
Minha mente funciona elétrica, rapidamente. Precisa criar, descobrir.
Penso que o tédio pode não ser uma ausência, mas preparacão. Algo que antecede a criatividade.
Possivelmente o tédio que nos silencia e também nos inquieta pode ser o anúncio de algo novo querendo nascer.
Eva Maria Z. Griep