Conhecer meu país é mais do que um desejo, é um chamado. Percorrer distâncias que nos levam à sua história, com suas paisagens, seus lugares diversos e tão diferentes entre si. Lugares que ainda não conheço.
Todos os caminhos são possíveis.
O trem, com um rítmo mais lento, exibindo paisagens exuberantes aos poucos. O carro, oferecendo a liberdade das paradas programadas ou sugeridas ao acaso. A bicicleta sentindo a terra ou o asfalto, cada subida, cada detalhe do caminho.
Escolhi o avião. Escolhi o Céu.
Não pela pressa, mas pela perspectiva, pelo olhar diferente. Lá de cima a escala dos tamanhos se transforma. Traços de um desenho onde rios são linhas delicadas e cidades se tornam pequenas. Pequenos sinais da existência.
O que é longe passa a ser parte de um todo. O que é separado vai se tornando contínuo.
Nos faz perceber que pertencemos a um vasto território. Que existe um país inteiro que ainda não conhecemos.
Viajar de avião não é fugir do percurso, é aprender a vê-lo de outra perspectiva.
Autoria: Eva Maria Z. Griep

